Pare de dizer “Eu amo-te”
Pare de dizer “Eu amo-te”
Pare de dizer “Eu amo-te”. A sério, é uma das frases mais usadas de forma errada no mundo. É bonito dizer isso a alguém, mas diga-me: será que realmente sente isso?
Muitas pessoas dizem “Eu amo-te” porque é conveniente, mas diga-me: será que realmente querem dizer isso?
Um jornalista perguntou a um casal idoso:
“Como conseguiram permanecer juntos durante 65 anos?”
A resposta da mulher deixou-me impressionado. Ela disse:
“Nascemos numa época em que, quando algo se estragava, nós consertávamo-lo, em vez de simplesmente deitá-lo fora.”
Ao ouvir aquelas palavras, parei por um momento. Apenas por um momento, porque percebi que aquilo a que muitas pessoas hoje chamam amor não é amor de verdade. É posse.
E não quero parecer pessimista, mas sinto que muitas pessoas da nossa geração não sabem distinguir amor de posse.
Por isso, se está confuso, pare de dizer: “Eu amo-te.” Nem sequer deixe essas palavras saírem da sua boca.
Quer saber a diferença entre amor e posse? Vou explicar.
Ao contrário do que muitas pessoas pensam, o amor verdadeiro não é cego. Ele vê tudo com clareza. E uma relação amorosa também não é 50/50. É 100/100 — um compromisso total.
O amor não é uma troca nem um jogo de equilíbrio. É colocar tudo sobre a mesa e entregar o coração por inteiro. Não caia nessas armadilhas.
O amor diz:
“Quero que sejas feliz.”
A posse diz:
“Quero que me faças feliz.”
Porque a posse é, na verdade, o oposto do amor. O outro nome da posse é dependência.
O amor também tem outros nomes: compreensão e compromisso.
Enquanto a posse diz: “Eu”, o amor diz: “Nós.”
A posse é uma prisão; o amor é como o mar.
A posse quer controlar; o amor quer libertar.
A posse quer possuir. O amor quer construir.
A posse guarda lembranças dos seus próprios actos para mostrar tudo o que fez. O amor não faz contas; ele lembra-se de que estão na mesma equipa.
A posse endurece o coração; o amor torna-o mais suave.
A posse arranca uma flor da terra, mas o amor rega-a e ajuda-a a crescer.
A posse quer esconder; o amor é vulnerável e não tem medo de se mostrar.
A posse vê apenas o corpo; o amor vê a alma.
O amor confia no processo; a posse quer controlar o caminho.
A posse quer ganhar a discussão; o amor deseja fortalecer a ligação.
A posse está cheia de escuridão; o amor está cheio de luz.
A posse pergunta:
“Quem tem razão?”
O amor pergunta:
“O que é certo?”
O amor não é apenas mãos suadas ou um coração a bater com força. É mais como uma explosão tranquila.
A posse destrói aqueles que a tocam. O amor cura todos aqueles que o recebem.
A posse é falsa. O amor é a única verdade.
A posse desaparece, mas o amor permanece para sempre, porque é verdadeiro e absoluto.
Mas veja: nada é perfeito. Até o amor precisa de ser alimentado todos os dias com uma dose de perdão e compreensão — e não apenas com palavras vazias.
Então, está disposto a perseverar nos momentos difíceis e a escolher o amor todos os dias?
Está disposto a consertar aquilo que está quebrado, em vez de simplesmente deitá-lo fora?
Se a sua resposta for “sim”, prometo-lhe que o seu amor poderá durar uma vida inteira, e cada dia parecerá novo.
Peço-lhe apenas um favor:
Respeite a palavra “amor” e diga-a apenas às pessoas que realmente ama.
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